O banco digital é prático, mas atrai golpistas: SMS falsos, e-mails armadilha, sites copiados idênticos, falsos atendentes ao telefone. Os golpes ficam mais sofisticados a cada ano. A boa notícia? Alguns hábitos simples bloqueiam quase todos os ataques.

Reconheça o phishing

Seu banco nunca vai pedir sua senha por SMS ou e-mail, sem exceção. As mensagens alarmistas que pressionam você a agir rápido são quase sempre armadilhas. Na dúvida, não clique em nenhum link: abra você mesmo o app ou o site oficial. Confira sempre o endereço exato do site antes de entrar, pois os endereços falsos se parecem muito com os verdadeiros.

Proteja seus acessos

Use uma senha única e forte para o banco, diferente de todas as suas outras contas. Ative a autenticação em dois fatores em tudo que for possível. O segundo fator por app autenticador é bem mais seguro que o código recebido por SMS. Os SMS podem ser interceptados, ao contrário dos códigos gerados localmente no seu celular. Troque também sua senha de tempos em tempos.

Monitore suas contas

Ative alertas instantâneos para cada transação, mesmo as pequenas: os golpistas costumam testar com valores baixos antes do golpe grande. Avise sobre qualquer operação desconhecida em até uma hora: quanto mais rápido você age, mais rápido o banco pode agir e ressarcir. Dê uma olhada nos extratos toda semana, leva cinco minutos e permite achar anomalias.

Evite os golpes comuns

Nunca faça transferência sob pressão de uma ligação urgente: é o roteiro clássico do golpe do falso atendente, que joga com o pânico. Nenhum atendente de verdade vai pedir para você validar uma transferência por telefone. Desconfie também do WiFi público para operações bancárias: use seus dados móveis. E baixe o app do seu banco só das lojas oficiais.

A segurança bancária depende 90% dos seus hábitos, não da tecnologia. Esses dez hábitos levam minutos para adotar e protegem seu dinheiro por muito tempo.