O financiamento imobiliário é cheio de siglas e termos confusos — SAC, Price, CET, amortização — que assustam quem está começando. Mas entender o básico leva 10 minutos e pode economizar dezenas de milhares de reais ao longo do contrato. Em 2026, com a concorrência entre bancos aquecida, quem compara bem paga menos.

1. SAC ou Price: entenda a diferença

No SAC, a amortização é fixa e as parcelas começam mais altas e diminuem com o tempo; no Price, as parcelas são iguais do início ao fim. No longo prazo, o SAC costuma sair mais barato em juros totais. Para financiamentos longos, o SAC quase sempre vence no custo total — simule os dois sistemas antes de decidir e compare o valor final pago.

2. Olhe o CET, não só a taxa de juros

A taxa de juros nominal não conta a história toda: seguros obrigatórios (MIP e DFI), taxa de avaliação e tarifas administrativas entram no CET (Custo Efetivo Total). É o CET que permite comparar propostas de bancos diferentes de forma justa. Dois bancos com a mesma taxa podem ter CETs bem diferentes — peça sempre a simulação com o CET destacado.

3. Prepare a entrada e os custos extras

Os bancos financiam até 80 por cento do valor do imóvel — os outros 20 por cento saem do seu bolso como entrada. Some a isso ITBI, registro em cartório e taxa de avaliação, que juntos chegam a cerca de 5 por cento do valor. Financiar sem ter a entrada completa é o caminho mais rápido para o endividamento; junte tudo antes de assinar.

4. Organize a documentação para a aprovação

Tenha em mãos RG, CPF, comprovante de residência, comprovantes de renda dos últimos meses e extratos bancários. Autônomos e freelancers precisam de declaração de imposto de renda e movimentação consistente. Banco aprova crédito para quem prova renda estável — movimente sua conta principal e evite nome sujo nos meses anteriores ao pedido.

5. Negocie e use o FGTS a seu favor

Não aceite a primeira proposta: leve a simulação de um banco para o outro e peça condições melhores — a portabilidade de crédito também permite trocar de banco depois. O FGTS pode abater a entrada, amortizar o saldo ou pagar parcelas. Amortizar o saldo devedor com o FGTS reduz drasticamente os juros totais, encurtando o financiamento em anos.

Financiamento bem escolhido é aquele que cabe no bolso hoje e continua cabendo amanhã. Compare o CET em pelo menos 3 bancos, escolha entre SAC e Price com simulação na mão e negocie sem medo. Informação é o melhor desconto que existe no mercado imobiliário.